Hoje é o dia D. Que dia mais azedo, sem gosto. Sua importância se perdeu ao longo dos anos. Por culpa da nossa inocência.
Nesta manhã quente, mas fria de alegria, os pobres escravos, são obrigados a escolher o próprio senhor de engenho. Diante da dura e amarga escolha, adocicada por um pequeno monte de açúcar, o cidadão, com medo da própria escolha decide por eleger como “todo poderoso” aquele mesmo sujeito que optou tempos antes do que aquele novato da turma, pois já sabe o modo de agir do temível tirano, conhece seus métodos cruéis e frios, seu chicote duro e dolorido.
Depois disso voltam para suas casas, através de ruas agora movimentadas, mas antes solitárias, tristes, sujas e penosas. Sujas de mentiras, promessas descartáveis, de lixo urbano. E ainda fedem a desesperança, o pior cheiro de todos. Agora é só aguardar a primeira triste e dura pancada da nova ditadura, que virá acompanhada de grandes desilusões, mais promessas podres. Pois é, acabou a doce vida feliz. Chegaram as eleições. Começa agora a nova ditadura, imposta pela nossa própria falta de cultura.

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