Novo exílio
Minha terra tinha palmeiras
antes do homem desmatar.
Tinha até arara azul
João de barro e sabiá.
Nosso céu tinha mais estrelas.
Nossa vida mais amores.
Mas agora com a poluição
vivemos em meio a horrores.
Ao pensar, sozinho, a noite
nos homens vivendo como marajá
lembro-me da terra das palmeiras
lembro-me dos pobres homens a labutar.
Minha terra hoje tem poucos primores.
Primores bons de lembrar.
A paz que era por nós apreciada
tal como os ingleses apreciam o chá.
Era tão bom olhar o céu
e ver o voo do sabiá.
Permita-me ,Deus, que eu morra
só quando tudo isso acabar.
Permita-me desfrutar daqueles primores
que acostumavam me acalmar.
Quero morrer quando o velho Brasil
do seu exílio, voltar.

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