segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Amor


                     
                                                                   Amor
Para muitos, um verbo
Para poucos, um sentimento
Para muitos, um momento
Para poucos, a eternidade

Para muitos, inexistente
Para poucos, o mais real sentimento de todos
Para muitos, 4 letras
Para poucos, indescritível

Nada vale mais que o amor
Mas atualmente nada é mais desvalorizado que o amor
Se talvez ele fosse mais facilmente alcançado
Talvez mais valorizado ele seria

sábado, 10 de novembro de 2012

Um pouco de cultura brasileira #2


 

Renato Russo

Pais e filhos
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Eduardo e Mônica
http://letras.mus.br/renato-russo/243666/#selecoes/243666/


                                                                  














Roberto Carlos

É preciso saber viver

http://letras.mus.br/roberto-carlos/101459/

Como é grande meu amor por você
http://letras.mus.br/roberto-carlos/48570/






Rita Lee


Reza
http://letras.mus.br/rita-lee/reza/

Amor e sexo
http://letras.mus.br/rita-lee/74440/




                                                                    















Tom Jobim


Eu sei que vou te amar

http://letras.mus.br/tom-jobim/49040/

Wave
http://letras.mus.br/tom-jobim/49074/




                                           








Titãs


Família

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O pulso
http://letras.mus.br/titas/48989/

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Hoje me perguntaram...





Hoje me perguntaram quais são os nossos verdadeiros amigos. E eu respondi: são aqueles que estão ao nosso lado em qualquer situação, independente do que vão receber em troca da ajuda.
 Os nossos verdadeiros amigos são aqueles que não nos abandonam em nenhum problema, que estão ao nosso lado na hora do riso e também na hora do choro, na saúde e na doença, e não há tempo, nem distância e nem briga que acabe com a amizade. Porque os nossos grandes amigos são aqueles que brigam com a gente só para depois fazer as pazes de novo, e que na verdade só querem o nosso bem. Não esses falsos amigos que adoram ficar conosco na hora da alegria, mas quando o surgem os nossos problemas, surgem os compromissos deles.
 Os nossos verdadeiros amigos dão sentido ao motivo de termos duas orelhas e somente uma boca: ouvem nossos problemas com o máximo de paciência e falam o mínimo o possível. E quando falam, é para nos aconselhar e nos confortar. O nosso melhor amigo é o nosso melhor psiquiatra, o conselho de um amigo é um dos melhores que existem, ficando atrás somente do conselho de mãe. Raramente o apoio de um grande amigo falha e mesmo quando falham, nós vamos continuar nos aconselhando com ele, pois o que vale é a força emocional e o ato do desabafo. Já os falsos amigos, quando abrem a boca, é só para contar fofoca, e quando pedimos um conselho, eles nos deixam pior ainda. E os infelizes tem a falta de caráter de dizer que só quer nosso bem.
 Os nossos verdadeiros amigos jamais faltam nas horas que precisamos, e jamais faltarão. Parece que eles têm um radar, e percebem quando estamos precisando de ajuda. Um bom amigo percebe de longe que estamos mal, e fazem de tudo para nos alegrar, quase sempre conseguindo. Esses nunca nos abandonarão, e mesmo longe vão continuar pensando em nós e desejando o nosso bem, pois a pessoa pode estar longe carnalmente, mas espiritualmente vão estar nos nossos corações. Já os falsos, seria bom se nem tivessem aparecido.
 Será que nós estamos sendo bons amigos ultimamente? Será que aquela pessoa em que tantos confiamos pode ser só um aproveitador? Temos mais amigos falsos do que verdadeiros no mundo? Tirem suas próprias conclusões.
 Meu conselho é que nunca devemos maltratar ou deixar um amigo de lado. Ele pode ser o seu único verdadeiro amigo e é capaz de você nunca mais ter chance de pedir desculpas. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Encontro Desvirtual




 Ele: Garotão de 26 anos, musculoso, bancário e apreciador de charutos cubanos.
 Ela: Mulherão de 20 anos, corpo escultural, modelo e apreciadora de vinhos portugueses.
 Estas duas criaturas, que há meses trocavam mensagens pela internet, resolveram então se encontrar, pois diziam que havia “química” entre eles. Se é que existe “química” pela internet.  
 Dia marcado, local marcado e tudo pronto. Ele de blusa branca e ela vestido azul, para melhor se identificarem. Quando ela foi chegando perto do banco que ele disse que estaria sentado, não acreditou. Ambos se identificaram apenas pelo susto. A realidade era dura e bem diferente...
 Ele: Senhorzinho de 80 anos, gordo, pipoqueiro e apreciador de cigarro de palha.
 Ela: Menininha de 12 anos, magrela, nem tinha terminado o ensino fundamental e apreciadora de guaraná Tubaína.
 Depois de uma bela analisada, ambos foram embora, como se nada tivesse acontecido. Assim como naquele momento, Agostinho Manhoso e Garota de Ipanema nunca mais trocaram uma palavra.  

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Novo exílio


      


                 Novo exílio

Minha terra tinha palmeiras
antes do homem desmatar.
Tinha até arara azul
João de barro e sabiá.

Nosso céu tinha mais estrelas.
Nossa vida mais amores.
Mas agora com a poluição
vivemos em meio a horrores.

Ao pensar, sozinho, a noite
nos homens vivendo como marajá
lembro-me da terra das palmeiras
lembro-me dos pobres homens a labutar.

Minha terra hoje tem poucos primores.
Primores bons de lembrar.
A paz que era por nós apreciada
tal como os ingleses apreciam o chá.
Era tão bom olhar o céu
e ver o voo do sabiá.

Permita-me ,Deus, que eu morra
só quando tudo isso acabar.
Permita-me desfrutar daqueles primores
que acostumavam me acalmar.
Quero morrer quando o velho Brasil
do seu exílio, voltar.





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Dia D



 

 Hoje é o dia D. Que dia mais azedo, sem gosto. Sua importância se perdeu ao longo dos anos. Por culpa da nossa inocência.
 Nesta manhã quente, mas fria de alegria, os pobres escravos, são obrigados a escolher o próprio senhor de engenho. Diante da dura e amarga escolha, adocicada por um pequeno monte de açúcar, o cidadão, com medo da própria escolha decide por eleger como “todo poderoso” aquele mesmo sujeito que optou tempos antes do que aquele novato da turma, pois já sabe o modo de agir do temível tirano, conhece seus métodos cruéis e frios, seu chicote duro e dolorido.
 Depois disso voltam para suas casas, através de ruas agora movimentadas, mas antes solitárias, tristes, sujas e penosas. Sujas de mentiras, promessas descartáveis, de lixo urbano. E ainda fedem a desesperança, o pior cheiro de todos.  Agora é só aguardar a primeira triste e dura pancada da nova ditadura, que virá acompanhada de grandes desilusões, mais promessas podres. Pois é, acabou a doce vida feliz. Chegaram as eleições. Começa agora a nova ditadura, imposta pela nossa própria falta de cultura.