Existe, no Rio de janeiro, um sujeito
muito esperto chamado Evaldo. Mais conhecido pela alcunha de Mosca, apelido
adquirido por causa da baixa estatura. É um policial conhecido por lá, na rede
de tráfico, por causa da sua malandragem. Ele consegue identificar de longe uma
“distribuidora de drogas” e seus respectivos “funcionários”.
Tutu também é um cara famoso lá na
favela. Ele é um traficante pé de chinelo, que não tem um pingo de atenção, e
vive se atrapalhando com as coisas.
Um belo dia, o chefão do tráfico local
chamou o Tutu e disse que desconfiava que o Mosca estava rondando a região,
querendo descobrir onde funcionava a boca de fumo. A missão dada era simples:
se Tutu encontrasse o policial rondando por ali, encheria o coitado de bala.
Essa ordem era lei para Tutu, e ele,
mais que rapidamente, foi botá-la em prática. Depois de uma semana de puro
tédio, Mosca apareceu na boca, fantasiado de traficante. Segundo a gíria do
morro, foi logo perguntando se tinha “mercadoria” naquele “comercio”. Tutu,
ingenuamente ou por pura burrice, achou que Mosca se referia ao Mercado do
Pito, que funcionava ali antes de falir e virar ponto de tráfico, disse que
aquele comércio havia fechado. Mosca riu, revelou sua verdadeira identidade, e disse:”
Graças a Deus começaram a fechar os pontos de drogas por conta própria. Tô cansado
de fazer isso” e se foi. Tutu, gelado após o susto, pensou: “Bem que me
disseram que em boca fechada não entra mosca”.

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