segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Abandonado

                                     


                                                   Abandonado


A quanto tempo tu fostes minha princesa
que nem me lembro mais do teu sorriso.
Que belo era meu jardim quando ainda vivias comigo.
Que doce era minha vida quando brincávamos por entre as árvores

Hoje o tempo me castiga com a saudade,
pois coração que brinca de amar não sabe parar.
Deus, donde está minha amada,
quando a noite chega e o sono me chama?

Minha cama já não é tão macia,
meu néctar já não é tão saboroso.
O vinho que degusto enquanto vejo teu retrato,
me era mais embriagador quando tu tomavas comigo

Onde está tu, princesa,
quando aos prantos chamo teu nome?
Onde está tu, felicidade?
Por que me abandonou quando minha amada se foi

Se pudesse escolher como viver meu último dia,
adoraria que fosse ao teu lado.
Teu rosto ainda levo na cabeça,
teu nome ainda levo no coração

Se me ouves, princesa,
volte sem tardar.
Tua presença, pele e cheiro
é essencial para este pobre príncipe abandonado.

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